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Proteja-se do ensino dos falsos profetas

O perigo iminente de perecer por falta de conhecimento.

fonte: Guiame, Daniel Ramos

Atualizado: Quinta-feira, 27 Fevereiro de 2025 as 3:42

(Foto: Pexels)
(Foto: Pexels)

Amados irmãos, antes de tudo, advirto-vos que não sou pragmático. Essa conversa fiada de dizer que essa é a pior geração de todos os tempos, ou que a igreja nunca esteve em um declínio espiritual tão profundo quanto neste tempo. Nada disso! Não creio ser esse o caminho, uma vez que nos eleva vaidosamente ao nível de juiz da igreja. Seremos julgados por Cristo (Apocalipse 20:12; 2 Coríntios 5:10).

O assunto deste artigo é como identificar a falsa pregação, muitas delas até mesmo diagnosticadas pela psicologia e/ou psiquiatria, como produtos de narcisistas, cujo único objetivo é nos aprisionar a lobos. A própria Escritura afirma que o povo de Deus perece por falta de conhecimento (Oséias 4:6). Portanto, é tempo de revestimento da Palavra de Deus como ferramenta de autoproteção contra tudo o que compete contra a Verdade.

Paul Washer afirma: “Falsos profetas são o juízo de Deus para as pessoas que não querem Deus. Aquelas pessoas que os seguem, não são suas vítimas. É o juízo de Deus porque querem exatamente o que querem, e não é Deus”. Mas como saber que estou diante de um lobo, como se defender de uma falsa pregação ou de um falso pastor. Como esquivar do lobo?

1. O falso ensino da “paternidade espiritual”. Esse argumento é usado para infantilizar os membros, dominar facilmente os emocionalmente frágeis, e exigir obediência como de um filho. Irmãos, quando Jesus bradou na cruz: “está consumado” o véu do templo se rasgou (Lucas 23:44). E não foi para que tivéssemos acesso ao lugar santíssimo, mas para que Deus saísse do lugar santíssimo e viesse para o meio do povo. Nunca somos nós que vamos até Deus, é sempre ele que vem até nós, a exemplo da encarnação: Jesus é missionário por excelência. Somos sujeitos uns aos outros na Palavra (Salmo 138:2), fora disso é escravidão.

2. Outro falso ensino é “o uso excessivo e constrangedor das coletas”. Tradicionalmente falando, o povo de Deus trabalha com os dízimos (a palavra orienta quanto devemos doar) e as ofertas (sou livre para decidir o quanto quero doar). Não pode ser feito por constrangimento, pois se trata de adoração. Adoração, no sentido bíblico, é um ato de liberdade (Salmo 55:14). Ofertar e devolver os dízimos fazem parte da tradição de fé do povo de Deus, e a liderança, seja sacerdotal, seja pastoral, devem estar apta para administrar as finanças de acordo com as coletas (dentro do limiar bíblico) e o que passa disso, é constrangimento, um desserviço ao Evangelho.

3. A idolatria da “honra a sua liderança” que nunca cessa. Esse é um ponto complexo, pois há lideranças visivelmente narcisistas e, de forma animal, violenta, conduz o rebanho como mero mantenedor das suas próprias vaidades. O nome de Jesus é sufocado diante de tantas honrarias. Sim, os nossos líderes merecem todo nosso respeito pelo serviço (ministério) prestado às almas, mas isso tem um limite bíblico, que não deve exceder ao de homens limitados às concupiscências humanas. Tratar um líder como uma espécie de “semideus” é uma idolatria denunciada nas Escrituras (Mateus 10:40-41). O próprio Espírito Santo não glorifica homens (ou mulheres), nem mesmo instituições, mas glorifica o Cristo (João 16:14).

4. O falso ensino da “cobertura espiritual”. É um descarado ensino de que fora da “bênção” daquele lobo, você fica fragilizado e a disposição do nosso adversário. Irmãos, o Salmo 119:105 afirma claramente que a Palavra de Deus é a lâmpada para os nossos pés e luz para nossos caminhos. A presença de Deus é a verdadeira proteção do cristão. Não se trata de fulano ou beltrano me proteger, mas do próprio Deus que nos guarda (Salmo 121:4-6). O Senhor não dorme, não falha. O cristão alicerçado na Palavra de Deus, cheio do Espírito Santo é guardado por Deus (cf. 1 Pedro 1:4; Judas 1:24; 2 Tessalonicenses 3:3; Isaías 26:3).

Há líderes que abusam de nossa inteligência – perdoe o desabafo! – a ponto de nos amaldiçoar caso ousemos sair debaixo de “suas mãos”. Irmãos, o nível de insanidade toma conta e domina os corações fracos. Aliás, essa é a tese do filme “O Livro de Eli”, onde o próprio vilão declara querer tanto a Bíblia para dominar os corações fracos.

Amados, "Se, portanto, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (João 8:36). Ninguém pode amaldiçoar o que Deus está abençoando (Números 23:8). Não se trata de rebelião contra ninguém, mas de ser livre em Cristo, submissos na Palavra, e… somente pela Palavra.

 

Daniel Ramos (@profdanielramos) é professor de teologia deste 2013 pela EBPS (Assembleia de Deus em Belo Horizonte). Graduado em Teologia pela PUC Minas (2013), pós-graduação em Gestão de Pessoas pela PUC Minas (2015), especialista em Docência em Letras e Práticas Pedagógicas pela FACULESTE (2023) e Licenciatura em Letras Português-Inglês pela UNICV (2024). Membro da Assembleia de Deus desde a infância, conferencista e autor do livro didático: Curso de Teologia Vida com Propósito (2024).

* O conteúdo do texto acima é uma colaboração voluntária, de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

Leia o artigo anterior: A vocação de Jonas, o primeiro missionário do Antigo Testamento

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