O pastor William Lourenço Braga, ex-mestre sala da escola de samba Mangueira, testemunhou como foi resgatado por Jesus no meio da Sapucaí.
Durante participação em uma livre da ex-cantora de axé Carla Wintor, ele contou que foi criado por uma família envolvida na feitiçaria e foi consagrado a mais de 40 demônios, no Rio de Janeiro.
Na vida adulta, William se tornou um famoso mestre-sala da Mangueira e viajou para diversos países para se apresentar.
“Negue a si mesmo”
Mas Deus começou a chamá-lo. Certa vez, enquanto recebia cocaína de um amigo traficante em uma favela no Rio, a polícia chegou e ele acabou se escondendo dentro da casa de um cristão.
Na ocasião, ele se deparou com uma Bíblia aberta em Marcos 8:34, onde leu: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”.
O carnavalesco foi impactado pela Palavra de Deus, mas não desejou largar sua vida mundana.
“Naquela hora, me passou um filme na minha mente, lembrei das viagens internacionais, hóteis cinco estrelas, do dinheiro, da fama. Minha mente ficava entre Jesus e o dinheiro”, revelou.
William se tornou viciado e alcoólatra, e ainda se envolveu com o tráfico de drogas. Mais tarde, ele passou por vários livramentos de morte e decidiu sair das religiões ocultistas que seguia.
Um demônio que ele mantinha contato o ameaçou, afirmando que se ele quebrasse o pacto iria matá-lo.
Encontro sobrenatural no desfile
Na mesma época, em 1990, o mestre-sala participou de seu último Carnaval e, no meio do desfile na Marquês de Sapucaí, ele teve um encontro com Jesus.
“Quando eu entrei na concentração da Mangueira, eu senti uma mão que me abraçava, olhei para o lado e não vi ninguém. Uma mão muito gelada, eu entendi que era a mão da morte. Quando eu ia correr, eu senti uma outra mão e ouvi uma voz: ‘Meu servo, não temas que eu sou contigo’”, relatou.
Enquanto dançava durante o desfile, William teve a visão de um luz sobrenatural e ouviu um louvor.
“Não era a alegria do samba, do Carnaval, era a alegria de Deus que estava me invadindo. Senti a graça e o poder de Deus, era como se Ele dissesse: ‘Você se acha o tal na Sapucaí, mas vou te mostrar o que é alegria’”, testemunhou ele.
Após a experiência, o carnavalesco foi transformado e liberto por Cristo e, mais tarde, se tornou pastor.
Fechando brechas
Hoje, ele também atua como capelão e teólogo, e tem alertado sobre a realidade espiritual do Carnaval.
“Sexta-feira começa o carnaval e os portais do inferno se abrem”, ressaltou o ex-mestre sala.
“O adversário está ao redor, se a gente der brecha, ele vai entrar. Por isso, tem que fechar as brechas nesses dias de carnaval”.
E criticou: “Tem crente que gosta de carnaval e vai ficar na frente da televisão abrindo a sua casa para demônio”.
O pastor garantiu que a verdadeira alegria só é encontrada em Cristo. “A verdade me libertou. Vivi uma falsa alegria. Carnaval é o amor de três dias, passou três dias, a alegria passou”, declarou.
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